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07/04/2012Manifestação da Galoucura obriga jogadores atleticanos a deixar treino

O final do treino da manhã desta sexta-feira, antevéspera do clássico contra o rival Cruzeiro, que acontecerá no domingo, às 16h, em Sete Lagoas, foi marcado por manifestação da principal torcida organizada do clube, a Galoucura. A presença de cerca de 40 torcedores na portaria da Cidade do Galo obrigou os jogadores deixarem o treino sob proteção policial.

Nenhum incidente envolvendo torcedores e jogadores foi registrado segundo a Polícia Militar de Minas Gerais. Os integrantes da Galoucura chegaram à entrada da Cidade do Galo, no final do treinamento, para tentar conversar com os jogadores, principalmente o volante Richarlyson e o zagueiro Réver.



Sem acesso à interna da Cidade do Galo, os torcedores esperaram a saída dos atletas, que terão a tarde de folga. “Queremos passar para eles a importância que o clássico terá para a temporada toda, não aceitaremos outro vexame como aconteceu ano passado”, disse Nelson Paiva, de 45 anos, membro da Galoucura.

A manifestação aconteceu ainda em função da goleada imposta pelo Cruzeiro ao Atlético-MG, por 6 a 1, em 4 de dezembro último, na rodada de encerramento do Brasileirão. O time atleticano tinha a possibilidade de rebaixar o rival para a Série B, em caso de vitória, mas acabou goleado, de forma humilhante.

O atacante Neto Berola, o volante Pierre e o meia-atacante Bernard, foram alguns dos poucos atletas alvinegros que pararam o carro na porta do CT e atenderam alguns torcedores. Nenhum problema foi registrado pela polícia, que compareceu a Cidade do Galo em bom número, fazendo uma espécie de cordão de isolamento, para a fácil saída dos jogadores da área interna para a rua.

A goleada para o Cruzeiro não saiu da cabeça do torcedor. “Esperamos que isso não aconteça novamente, seria inaceitável. É hora de devolver este placar, jogar com raça, vontade, respeitar esta torcida e o Atlético. Vamos apoiar e pressionar”, explicou Alberto Souza, torcedor atleticano. Uma das faixas levadas pelos manifestantes pedida “vergonha na cara”.

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br

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